Caros,
Faz tempo que não escrevo, devo estar enferrujado. Mas, como várias coisas estão mesmo enferrujando, então sou só mais um oxidado.
E aqui estou apenas para reclamar daquilo que incomoda a todos: de quanto as eleições se tornaram palco, teatrofantasma (desculpe, Ariel) que nos assombra não pelo mal que traz, mas pelo sentimento ruim de estarmos afogados num tedioso mar de mediocridade.
Mediocridade sim, óbvia como certas músicas da moda, das quais muitas estão servindo de martelo "ideológico" nas nossas pobres mentes torturadas. Vemos a repetição de um processo caro, cansativo, e muito, mas muito ineficiente, quando nos recordamos da sua função original, que aparentemente se diluiu diante das prioridades dessa nova classe social, que são os políticos profissionais.
Pois é, ineficiente. Afinal, se o objetivo é nos fazer conhecer as propostas dos candidatos, essas campanhas de rua parecem muito mais preocupadas com a propagação de uma imagem padrão do candidato do que com uma discussão séria dos problemas da cidade. Mas isso é coerente com um sistema de distribuição de poder que, como tudo na economia "moderna", tende à concentração, à fusão e à formação de grandes monopólios.
Na verdade, uma coisa leva necessariamente à outra. Não estamos assistindo a um processo democrático, mas sim à confirmação de uma ordem social sobre a qual nosso controle é mínimo. E assim é que deve ser, para o bem de quem domina a economia, em todas as escalas geográficas e do poder político-econômico.
Por hoje é só, pessoal...
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