quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Corrupção de vez em quando?

Caros,

Muito tem se falado na mídia sobre a “crise” de corrupção que assola o Brasil. Me estranha é que tratem desse tema só  ocasionalmente, como se fosse uma novidade. Parece que só se fala quando convém...

E a quem convém? Obviamente, à oposição desse governo.

Mas então, se falo contra a corrupção, estou automaticamente praticando oposicionismo partidário?

Não! Está muito claro que o governo petista assumiu, junto com o controle do Estado brasileiro, os riscos que isso envolve para sua imagem. Assumiu o modus operandi de governar no Brasil, que nunca foi uma relação entre santos. Uma vez feita essa opção, diz o velho ditado: quem aos porcos se junta, farelo come. Acrescento: Mesmo que contra a vontade! E pior, há quem o faça com muito apetite, o que certamente afasta muito o monopólio da ética que o partido TINHA.

Sabendo de tudo isso, e admitindo que seja verdade, parece-me muito mais frutífero erguer a voz contra a forma como nosso Estado é organizado, do que simplesmente bradar contra o partido que está comandando a roubalheira neste momento. Como vivemos numa democracia, podemos escolher outro partido a qualquer hora, para continuar vivendo nessa mesma lama.

É por isso que estou aqui propondo que nós, brasileiros, passemos a forçar a nossa presença na máquina do Estado, de uma forma positiva. Ao invés de chorar pelos pecados de nossos representantes, sejamos nós mesmos estes representantes.

Filie-se ao partido de sua preferência. Participe do sindicato e das associações de vizinho e melhoramentos de bairros. Crie associações, candidate-se aos conselhos de seu município. Leia mais, discuta mais, aprenda mais. Saia desse sossego, mas não só para protestar por um ou dois dias.

Você precisa assumir o poder.

Se você não assumir, outros assumirão. Quer confiar sua vida a qualquer um?

Vale a pena propor uma reforma profunda do Estado, mas ela só fará sentido se for para o povo participar mais. Ah, mas você trabalha e não pode cuidar do seu país? Ora, amigo... então deixe nas mãos dos bandidos...

Existem muitas coisas que precisamos corrigir no Brasil. A primeira e mais importante é parar de tratar autoridades como se eles fossem reis filhos de reis. Numa sociedade republicana, pelo menos segundo a lei somos todos igualmente protegidos e regidos pelo Estado de Direito. Não há porque um político tratar o cidadão como se fosse um aristocrata.

Sendo assim, no lugar cortar as cabeças (estude a Revolução Francesa) cortemos as mordomias. Não precisamos de lordes, mas de gente decente ajudando o país a crescer. Um Estado simples de entender, simples de comandar, porque guiado por objetivos simples, é disso o que precisamos.

O Estado brasileiro precisa pertencer aos brasileiros. É só isso.


domingo, 8 de maio de 2011

Propostas para a reforma tributária

Está aos poucos se desenhando no horizonte uma proposta de reforma tributária. Ainda não entendo quase nada dessa discussão, mas até para aprender mais eu gostaria de começar um discussão aqui.

Então, vou dar meus pitacos e você, leitor, rebata se for capaz.

Existe pelo menos na teoria, uma coisa chamada "flat taxes" ou seja, taxas planas. Isso se diz porque o mesmo índice (em %) é usado para recolher as contribuições de todos os cidadãos ou pessoas jurídicas. Seria mais ou menos assim: todo trabalhador, dos mais humildes aos mais bem pagos, contribuiriam com 10% de seus salários. Os investidores, com 10% de suas rendas.
Os industriais, com 10% de seus lucros e assim por diante. As pessoas jurídicas, ou seja, as empresas, também pagariam sobre seu lucro líquido.

Desse montante, do total recolhido, 33% ficariam no município de origem da renda. Outros 33% ficariam no Estado e os 34% restantes, vão para o governo federal.

Considerando que os governos do Estado e da União usarão os recursos para investir em áreas menos desenvolvidas de seus territórios, muitos municípios terão chances de aumentar sua parte na divisão do bolo.

Obviamente, se tornam necessários um excelente planejamento estratégico e a participação popular no direcionamento dos recursos.

Isso parece bom para mim. O que você acha?


quarta-feira, 9 de março de 2011

A Elite não te quer, plebeu!

Mas o que na minha opinião ainda falta e é fundamental, é que não podemos mais sustentar a ingenuidade de crer que nossa elite permita mudanças que não interessem a ela. A elite é um tanto estúpida quando exclui o restante do povo brasileiro do desenvolvimento do país, como se o Brasil não contivesse mais ninguém além das camadas que comandam a produção. Mas como a elite não percebe sua estupidez, os trabalhadores precisam impor-se como classe social consciente de seu papel e conquistar mais direitos.

Em poucas palavras, é o seguinte: Os lobos não vão proteger o rebanho. Vão apenas se aproveitar dele. Ou o rebanho reage, ou vai ser vítima para sempre. E que fique bem claro: a democracia NÃO PODE se resumir às eleições, porque na verdade nós escolhemos quem vai exercer o poder, mas não escolhemos quem vai sair candidato. Esse é um modo bem interessante de manter as coisas como estão e o remédio para isso é participar dos partidos políticos.

Em resumo, é preciso assumir mais algumas obrigações.

Filie-se ao partido de sua preferência, participe das reuniões (insista para que elas ocorram) e veja como cada partido funciona. Você vai descobrir coisas muito interessantes sobre o papel dos partidos no Brasil.

Hoje é dia de El Rey!!!

Mas nada a ver com religião.

El Rey aqui é Roriz, o Joaquim do DF.

Para nossa felicidade, Roriz é uma espécie em extinção e não estou aqui para falar mal de políticos, mas para destacar o que há de bom. Cabe então lembrar, a primeira coisa boa é que o povo brasileiro vem apurando sua responsabilidade de exercer o poder de soberano que tem.

Isso claro, não é o fim do caminho, mas sim o caminhar. Ainda há muito o que fazer até que o soberano (o povo) tenha plenos poderes sobre o seu destino. Até lá, ainda veremos rorizes e suas pequenezas políticas, se esforçando para ser reis, ainda que de pequenos feudos.

E os servos que se rebelem, ou permanecerão nas mãos desses reizinhos, em diversas escalas de poder. Porque esse espírito de "apropriação" do Estado por famílias e grupos econômicos não é exclusivo do planalto, ao contrário, ocorrem pelo país inteiro, nos municípios, nos estados e claro, lá, no planalto central. É sempre bom lembrar que a corrupção não é um acidente na política, mas sim a política que se realiza de maneira ilegal. O poder econômico tem na corrupção o espaço perfeito para se impor.