quarta-feira, 9 de março de 2011

A Elite não te quer, plebeu!

Mas o que na minha opinião ainda falta e é fundamental, é que não podemos mais sustentar a ingenuidade de crer que nossa elite permita mudanças que não interessem a ela. A elite é um tanto estúpida quando exclui o restante do povo brasileiro do desenvolvimento do país, como se o Brasil não contivesse mais ninguém além das camadas que comandam a produção. Mas como a elite não percebe sua estupidez, os trabalhadores precisam impor-se como classe social consciente de seu papel e conquistar mais direitos.

Em poucas palavras, é o seguinte: Os lobos não vão proteger o rebanho. Vão apenas se aproveitar dele. Ou o rebanho reage, ou vai ser vítima para sempre. E que fique bem claro: a democracia NÃO PODE se resumir às eleições, porque na verdade nós escolhemos quem vai exercer o poder, mas não escolhemos quem vai sair candidato. Esse é um modo bem interessante de manter as coisas como estão e o remédio para isso é participar dos partidos políticos.

Em resumo, é preciso assumir mais algumas obrigações.

Filie-se ao partido de sua preferência, participe das reuniões (insista para que elas ocorram) e veja como cada partido funciona. Você vai descobrir coisas muito interessantes sobre o papel dos partidos no Brasil.

Hoje é dia de El Rey!!!

Mas nada a ver com religião.

El Rey aqui é Roriz, o Joaquim do DF.

Para nossa felicidade, Roriz é uma espécie em extinção e não estou aqui para falar mal de políticos, mas para destacar o que há de bom. Cabe então lembrar, a primeira coisa boa é que o povo brasileiro vem apurando sua responsabilidade de exercer o poder de soberano que tem.

Isso claro, não é o fim do caminho, mas sim o caminhar. Ainda há muito o que fazer até que o soberano (o povo) tenha plenos poderes sobre o seu destino. Até lá, ainda veremos rorizes e suas pequenezas políticas, se esforçando para ser reis, ainda que de pequenos feudos.

E os servos que se rebelem, ou permanecerão nas mãos desses reizinhos, em diversas escalas de poder. Porque esse espírito de "apropriação" do Estado por famílias e grupos econômicos não é exclusivo do planalto, ao contrário, ocorrem pelo país inteiro, nos municípios, nos estados e claro, lá, no planalto central. É sempre bom lembrar que a corrupção não é um acidente na política, mas sim a política que se realiza de maneira ilegal. O poder econômico tem na corrupção o espaço perfeito para se impor.